quinta-feira, 18 de junho de 2020

Resenha Série: Coisa mais linda

 

Não sou de escrever sobre séries e filmes que assisto, mas essa série particularmente me tocou bastante e me fez sentir essa vontade de compartilhar o que me causou. Pois bem, a série tem como protagonista uma mulher, na década de 50, recém abandonada pelo marido, que se vê, sem dinheiro, sem apoio, um filho para cuidar, até aí tudo bem, se não fosse o desejo de vencer na vida e lutar contra tudo e todos, a personagem tem o desejo de abrir seu próprio negócio, um clube de música, o que na época era o cúmulo para uma mulher, a estória se passa no Rio de Janeiro e mostra dentre suas belas paisagens a vida boêmia da cidade e seus personagens, noitadas, festas e encontros regados a sexo, muita bebida e cigarros, e o ponto chave: a música, ritmos inebriantes como jazz, samba e bossa nova, e o melhor, a junção dos três.

Mas fora a música, um ponto que me chamou a atenção foi o comportamento dos personagens, o elenco principal feito por mulheres, diferentes, bem à frente do seu tempo, cada uma com um drama de sua vida, lutando contra o preconceito, questões políticas e sociais como também inúmeros obstáculos, umas em seu trabalho, outras em suas casas, mas da mesma maneira, uma sociedade construída por pensamentos machistas, em que mulheres eram limitadas a fazer e agir conforme seus preceitos e regras, trazendo esses comportamentos para nossa atualidade me pergunto: será que mudou muito? Ou algumas coisas continuam as mesmas? Não acredito muito, afinal um País que já tem a quinta maior taxa de feminicídios entre 84 nações pesquisadas, mesmo possuir diversas políticas de proteção à mulher – como a Lei Maria da Penha, que entrou em vigor em 2006, o País ainda convive com rotina de uma mulher morta a cada duas horas[i] , temas assim servem para refletir como era antigamente, se evoluímos, e se não, o que devemos fazer para mudar esse quadro alarmante, enfim, me fez refletir, espero que os faça também.

 Enfim é uma série muito bem elaborada, com planos de imagens de encher os olhos, trilha sonora de encher os ouvidos, e estórias de vidas de tocar o coração, me senti como várias das personagens e quis expor um pouco do que senti, minha indignação a cada episódio, e vontade também de continuar lutando bravamente contra a hipocrisia e ações dessa sociedade que dia a dia insiste em massacrar a mulher, lhe tirando os direitos de conquistar, realizar seus sonhos como todo e qualquer ser humano.

A estreia da segunda temporada será sexta (19) de junho, na Netflix, e eu mal posso esperar pra assistir. Afinal, "A melhor cura para um coração partido? Autoconfiança, amigas corajosas e bossa nova."

Por Priscila Saldanha




Formatura Jornalismo em 2020, será?

Depois de 8 anos, enfim minha formatura, não! Não fiz direito, nem medicina, fiz jornalismo, e não! O curso de jornalismo não dura 8 anos, mas demorei esse tempo pra chegar até aqui, e passei por muita coisa. Em 2012 iniciei em administração, não me perguntem o porquê, mas foi o único curso que me identifiquei na faculdade próxima ao trabalho e minha casa, fiz 3 semestres e por motivos pessoais precisei trancar. Em 2014 retornei a faculdade, em outro curso, serviço social, fiz 3 semestres, tranquei novamente, eu sabia qual o curso sonhava em fazer, em 2016 iniciei o jornalismo, pagando metade do valor, cruzando quase toda cidade todos os dias, pensei em desistir várias vezes, por problemas financeiros na maioria delas, em 2017 consegui uma bolsa integral através da nota do ENEM que fiz em 2015, e migrei pra uma outra faculdade, aproveitei todas as disciplinas feitas anteriormente, mas estranhei muita coisa, métodos, estilos de aulas, formação de turmas, nenhum amigo, enfim. Consegui me adaptar, fiz novas amizades, aprendi muito, pensei em desistir muitas vezes, mas também pensei nas pessoas que tanto desejavam estar onde eu estava, então respirava fundo, levantava a cabeça e tentava mais uma vez. Estamos em 2020, o ano que surgiu um vírus terrível, capaz de acabar com planos, sonhos e vidas de pessoas do mundo inteiro, seria o ano que eu me formaria, agora já não sei, só espero que possamos sobreviver a tudo isso, vivos, imunes e melhores. E sobre a formatura, pode ser adiada, por algum tempo, a vocação será a mesma, escrever, relatar, noticiar, informar, o tempo que ela virá não importa, o que importa é que eu continue com essa sensação de ser jornalista por vocação. Afinal, o que nasceu comigo não precisa ser provado ou comprovado. 


quinta-feira, 30 de junho de 2016

O início de tudo...

Aos onze anos de idade, num trabalho de escola, fiz uma encenação de uma reportagem, decidi qual seria minha profissão: e quem pensa que seria atriz... se enganou. Sonho ser Jornalista, e desde então não penso em outra coisa, estou pondo em prática agora, indo ao segundo semestre do curso, me formarei com toda certeza e qualquer dificuldade que apareça não me impedirá de atingir meus sonhos, sei que vencerei. Conto com a ajuda de todos, participem de minhas postagens, comentem, deem suas opiniões, o diálogo e a informação é a chave do sucesso de um bom jornalista. Abraços. Estarei de volta em breve. Priscila Saldanha